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Música
Nos Anos 60 E 70, adicionaram-se ao carimbó instrumentos elétricos (como guitarras) e influências do merengue e da cúmbia. O ritmo tornou-se popular no Norte e Nordeste do Brasil e gerou a lambada, que se espalhou para o resto do mundo. A formação instrumental original do carimbó era composta por dois curimbós: um alto e outro baixo, em referência aos timbres (agudo e grave) dos instrumentos; uma flauta de madeira (geralmente de ébano ou acapu, aparentadas ao pife do Nordeste), maracás e uma viola cabocla de quatro cordas, posteriormente substituída pelo banjo artesanal, feito com madeira, cordas de náilon e couro de veado galheiro. Hoje o instrumenta incorpora outros instrumentos de sopro, como flautas, clarinetes e saxofones. Sendo a música preferida pelos pescadores marajoaras, embora não conhecida como carimbó até então, o ritmo atravessou a baía de Guajará e veio até as praias do Salgado paraense.
Em alguma região próxima às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero solidificou-se, ganhando o nome que tem hoje. Maranhãozinho, no município de Marapanim; e Aranquaim, em Curuçá, são dois dos sítios que reivindicam hoje a paternidade do gênero, sendo o primeiro o mais provável deles. Em Marapanim, na região do Salgado, – nordeste paraense -, o gênero é bastante cultivado.
Juntando influências do brega setentista (a partir de uma sucessiva modernização do gênero lançado por Waldick Soriano, passando por Odair José, Gretchen, Nahim, Sérgio Mallandro, entre outros) e de parte da MPB, pasteurizada pelas trilhas de novelas, a partir de 1977, surge uma série de tendências que emulam várias tendências populares. O mais recente produto do brega é o tecnobrega, uma mistura de música eletrônica com a música brega, muito popular com origem no Estado do Pará.
Guitarrada
Lambada
intitulada “Lambada (Sambão)”, faixa número 6 do LP “No embalo do carimbó e sirimbó – vol. 5”. Foi a segunda vez que uma gravação contém uma música sob o rótulo de “Lambada” na história da música popular brasileira. Há quem sustente a versão que o guitarrista e compositor paraense Mestre Vieira, o inventor da guitarrada, seria também o criador da lambada. Seu primeiro disco “Lambada das Quebradas”, foi gravado em 1976, mas lançado oficialmente dois anos depois, em 1978. O novo nome e a mistura do carimbó com a música metálica e eletrônica do Caribe, caíram no gosto popular, conquistou o público e se estendeu, numa primeira fase, até o Nordeste
O grande sucesso, no entanto, só aconteceu após a entrada de empresários franceses no negócio. Com uma gigantesca estrutura de marketing e músicos populares, o grupo Kaoma lançou com êxito a lambada na Europa e outros continentes. Adaptada ao ritmo, a música boliviana “Llorando Se Fue”, tornou-se o carro chefe da novidade pelo mundo. Também há uma vertente que diz que a dança da lambada provém do forró. Seguiu-se um período intenso de composições e gravações de lambadas, tanto no mercado interno quanto externo. 