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A CULTURA MINEIRA.
com manifestações populares tradicionais.
REAL, que ligava Diamantina a Paraty (RJ), recheia a mitologia mineira e seus costumes com a herança dos tropeiros, sobretudo no quesito culinário, além da herança dos garimpeiros e mineradores, devotos de Santa Bárbara.
da Aparecida.
BOI DE REIS (ou Boi de Janeiro, Bumba-Meu-Boi etc.)
morte e ressurreição do Boi. O Congado nasceu da fusão destes ritos com a religião católica, imposta à Festa do Divino. Como o nome diz, a festa ocorre na data consagrada ao Divino Espírito Santo. Em Minas, costuma ser chamada também de Festa do Império, porque durante sua realização, é eleito um imperador, que será o festeiro ou o homenageado da próxima festa.
cristãos. Geralmente participa dois grupos a cavalo: com os cavaleiros vestidos de azul e vermelho; cada um representando os grupos antagônicos. Realizada ao ar livre, mobiliza muitas pessoas entre reis, rainhas, príncipes e princesas, embaixadores, capitães e tenentes, nobres, damas, cavaleiros e lacaios, todos ricamente vestidos e portando espadas, pistolas e lanças.
CAXAMBU.
De origem negra, é uma espécie de batuque que parece ter começado ao longo das fazendas de café e que costuma ser chamado de jongo em outros estados. São usados exclusivamente instrumentos de percussão, com participação de homens e mulheres, em pares ou grupos, fazendo evoluções fortes e sensuais.
MANEIRO DO PAU
Em alguns municípios da Zona da Mata, há esta
curiosa dança, também chamada de mineiro-pau, executada por pessoas de diversas idades, cada uma portando um ou dois bastões, que são percutidos, individual ou grupalmente, de forma ritmada de duas, três ou quatro batidas.
A quadrilha apresentada, sobretudo, nas festas juninas e julinas e com origens que remontam o country, bem como danças inglesas medievais, de onde passaram para a França, sob o nome de contradance (daí os nomes dos passos, até hoje, serem falados em francês), chegando ao Brasil, via Portugal, já com o nome
atual.
FESTA JUNINA.
O arraial é espaço onde se reúnem todos os festejos do período. É chamado de arraial ou, segundo o modo de falar do homem do campo (o caipira), “arraiá”. Geralmente é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiais acontecem as quadrilhas, os forrós (bailes), leilões, bingos e os casamentos caipiras. A quadrilha é uma dança de pares, de origem
francesa, introduzida no Brasil em 1808, pela corte portuguesa, que se instalou no Rio de Janeiro. A formação tem de 8 a 12 casais. Em geral, é acompanhada por instrumentos típicos da época, como sanfona, triângulo e zabumba. O ritmo alegre foi incorporado pelas populações rurais e hoje é dança obrigatória nas festas juninas. Só que a marcação das suas evoluções, que nos salões era pronunciada em francês, ganhou um sabor bem matuto, como “Caminho da roça” e “Olha a onça”, inspirando-se no dia-a-dia do campo.
A FOGUEIRA E FOGOS
Há duas explicações para o uso de fogueiras. Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. Os cristãos, por sua vez, as viam como sinal de bom presságio. Prova é a história de Isabel que, na ocasião do nascimento de João Batista, acendeu uma fogueira para avisar a novidade à prima Maria, mãe de Jesus. Por isso, a tradição é acendê-la na hora da Ave Maria (6 horas da tarde). Já os fogos de
artifício, eram utilizados na celebração, para “despertar” São João e chamá-lo para as comemorações de seu aniversário.
conseguir o dote, bens exigidos para que o casamento fosse realizado.
Minas Gerais também são muitas, quando o assunto é música. Sua sonoridade, sua musicalidade, seu ritmo, a começar pelas diversas formas que o mineiro tem para se expressar, nos quatro cantos de seu território, são parte das características mais marcantes deste Estado, que é reconhecido como a síntese da cultura brasileira.
uma das principais correntes, conhecida como CLUBE DA ESQUINA, que, é tão significativa para o legado cultural brasileiro como o é a Bossa Nova, além, obviamente, do Samba.
Estímulo”, que tem como objetivo criar mecanismos e ações sustentáveis para que a música produzida em Minas encontre um lugar expressivo no mercado estadual, nacional e internacional, mostrando sua diversificada e rica produção, escoando seus produtos e formando público para seus artistas.
GEM DA MÚSICA BRASILEIRA.
sua vez, imprimiu forte caráter na formação do perfil cultural brasileiro – que o digam nossos TAMBORES MINEIROS.
O ARTESANATO DE JEQUITINHONHA.
diversas do Estado, sendo as peças mais comuns as imagens de santos ou personagens históricas. Os bordados, os trançados em talas, bambu e fibras têxteis, os crochês e tricô e o trabalho em couro estão espalhados por várias partes de Minas Gerais. Também não podem ser esquecidas as obras artesanais em funilaria, tecelagem e em prata; as peças em cobre, folha de flandres e outros metais, em Ouro Preto e Viçosa; ou as que são produzidas em estanho (São João Del Rei) e em prata (nas cidades de Tiradentes, Serro e Diamantina).
Barroco Brasileiro”, em cartaz no Museu de Artes e Ofícios, a empresária Ângela Gutierrez frisa que eles funcionavam como pequenas capelas, permitindo às pessoas a manifestação da fé em lugares onde às vezes era difícil se deslocar até uma igreja. No passado, eles foram muito úteis especialmente porque o nosso território é muito grande e as pessoas encontravam nos oratórios uma maneira de manter contato com a religiosidade, apesar das distâncias. A partir do século XX, contudo, eles entraram em desuso e foram até desprezados. Mais recentemente é que houve um retorno à apreciação dessas peças no nosso País”, observa Ângela. Oriundo do MUSEU DO ORATÓRIO DE OURO PRETO, o acervo é composto por 115 peças, que, no conjunto, apresentam uma síntese desse segmento no universo da arte sacra desenvolvida aqui.”
São diversas as tipologias. Há desde oratórios de viagem àqueles que têm em sua composição traços da cultura africana. São exibidos alguns pequenos, muito utilizados em quartos até os grandes que eram expostos em salas. Quem não entende muito sobre o assunto vai poder ter uma ideia melhor do que são esses objetos e do seu uso em diferentes momentos de nossa história”, diz a curadora. Antes de aportar em Belo Horizonte, essa exposição foi vista no Centro Cultural de Quito, no Equador; no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro; e também em Tatuí, interior de São Paulo, além de Tiradentes, em
Minas Gerais. A itinerância, de acordo com Ângela, é um trabalho frequentemente realizado pelo museu fundado por ela em 1998. Embora menor do que outros projetos, esse cumpre, na visão dela, o papel de oferecer um panorama do tema aos visitantes. 