Capital: Brasília
Regiões Administrativas: 35
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Inicie aqui o seu lazer, visite aonde ir sem sair de casa.








Em agosto de 1883, SÃO JOÃO BOSCO, santo italiano conhecido como Dom Bosco, sonhou que fazia uma viagem à América do Sul – continente que jamais visitou. Ao chegar à região, entre os paralelos 15° e 20°, viu um local especial em sua visão, como a terra prometida, e que seria uma riqueza inconcebível.
JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADE E SILVA (1763- 1838), o Patriarca da Independência. Em um panfleto chamado “Aditamento ao Projeto de Constituição, para fazê-lo Aplicável ao Reino do Brasil”, publicado em Lisboa, em 1822, Bonifácio propôs a construção de uma nova capital “No centro do Brasil, entre as nascentes dos confluentes do Paraguai e Amazonas, fundar-se-á a capital desse Reino, com a denominação de Brasília”. Após a efetivação da Independência, da qual fora um dos artífices, Bonifácio tornou-se presidente da primeira Assembleia Constituinte de nossa história, em 1823, na qual defendeu, entre outras ideias, a abolição do tráfico negreiro, a instrução pública, a fundação de uma universidade, a reforma agrária e a “construção de uma nova capital do Império no interior do Brasil, em uma das vertentes do rio São Francisco, que poderá chamar-se Petrópolis ou Brasília”.
Como os inconfidentes foram degolados e aniquilados, a ideia de interiorização da capital brasileira dormiu para só acordar em março de 1813, quando o jornalista HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA PEREIRA DE MENDONÇA, numa das 175 edições do seu Correio Braziliense, publicada em Londres, defendeu com mais força, o “transplante” do coração do Brasil para o Planalto Central, nas cabeceiras do Rio São Francisco, mais precisamente na comarca do mineiro Paracatu. Repercutiu forte, na Inglaterra e em Portugal, a sugestão de nos dar uma capital no Paralelo 15.
Dois anos depois, como o primeiro ministro do Brasil independente, José Bonifácio voltou a pressionar pelo tema, daquela vez, junto à Assembleia Constituinte. Foi quando sugeriu o nome de Brasília, ou Petrópolis.
A primeira viagem ao centro oeste para construção da Capital Federal Brasília.
A primeira viagem ao Planalto Central do País, para localizar a futura capital, foi feita em 1877, pelo Visconde de Porto Seguro, o DIPLOMATA ADOLFO DE VARNHAGEN. Oficializada pelo Ministério da
Agricultura, a aventura, em lombo de burro e na botina, era para indicar regiões propícias à colonização europeia no Brasil. Varnhagen sugeria o nome de imperatória, para a nova capital, que seria a sede do Império. Antes, porém, em 1852, o parlamentar pernambucano Holanda Cavalcanti apresentara projeto ao Senado, dando continuidade ao que José Bonifácio semeara, em 1823. Em 1853, o senador piauiense João Lustosa da Cunha Paranaguá, o segundo Marquês de Paranaguá, continuara
“projetando” o tema. Houve, ainda, pronunciamento, com apartes, do senador capixaba Maetim Cruz Jobim. Na Câmara, a primeira iniciativa foi em 1831, do deputado paraense João Cândido de Deus e Silva. E, naquelas poucas iniciativas, rolaram, no Brasil Império, o sonho de Brasília ou Petrópolis, ou imperatória.
A saga de Deodoro.
O MARECHAL DEODORO DA FONSECA, nosso primeiro presidente, fez do Rio de Janeiro “capital provisória” da República, e os constituintes de 1890/91 deram mais um passo para o surgimento de Brasília. Durante 100 dias de trabalhos, os constituintes reforçaram o propósito mudancista do alagoano Deodoro da Fonseca e determinaram uma área de 14.400 quilômetros quadrados, sob a forma de quadrilátero destinado à nova Capital brasileira”. Em 1892, nosso segundo presidente, o marechal Floriano Peixoto, mandou a Comissão Exploradora do Planalto Central, chefiada pelo belga Luiz Ferdinand Cruls, diretor do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro, estudar e demarcar o que previa a nossa primeira Constituição.
A Pedra fundamental de Brasília está em Planaltina.
Em 1894, Cruls entregou o seu trabalho ao Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas e, no mesmo ano, passou a chefiar a Comissão de Estudos da Nova Capital da União. Num relatório preliminar, de 1895, ele admitia que o melhor local para nascer a nova capital seria na área entre os rios Torto e Gama e o Vale do Rio Descoberto. Mas o sucessor do Marechal de Ferro Prudente de Moraes, alegou falta de verbas e desativou a comissão. Só se voltou a falar em mudança da capital do País em 1922, por ocasião do primeiro centenário. O projeto dos deputados Rodrigues Machado (maranhense) e Americano do Brasil (goiano), propondo o lançamento da pedra fundamental, em 7 de setembro de 1922, oficializado pelo presidente Epitácio Pessoa, aconteceu, ao meio-dia daquele dia, na área demarcada por Luiz Cruls, exatamente, onde fica Planaltina. JK e seus secretários criaram o museu em planaltina, terra onde está a pedra fundamental.
A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – No meio das discussões, rolava a “peruada” de Café Filho, onde se pensava em Goiânia ser a nova capital, o que ganhou o apoio imediato, evidentemente, de PEDRO LUDOVICO, Diógenes Magalhães, Dário Cardoso e João D Abreu, constituintes goianos, que antes defendiam a nova capital onde Luiz Cruls havia sugerido a Pedra Fundamental de
Brasília em Planaltina. De outra parte, os mineiros, liderados por Benedito Valadares, Israel Pinheiro, Daniel de Carvalho e, pasmem, Juscelino Kubitscheck de Oliveira, cuja cabeça fora feita pelo também mineiro Lucas Lopes, ministro dos Transportes nos governos Café Filho (1954/55) e Nereu Ramos (50 dias, entre 55/56), brigavam e propunham a localização no Triângulo Mineiro.
Decidida pela constituinte de 1891, tombada em 1934 e ressuscitada pela de 1946, a proposta mudancista fez o presidente Eurico Gaspar Dutra criar a Comissão Polli Coelho, que estudou a localização da futura capital. Em 21 de agosto de 1948, quando estava em Corumbá, Dutra assinou e enviou mensagem ao Congresso Nacional, solicitando a apreciação de suas justificativas para mudar a capital brasileira. Mas a glória da sanção presidencial da lei da mudança ficou para o presidente Getúlio Vargas, em janeiro de 1953, determinando estudos definitivos para a escolha do sítio para a nova Capital. Com Pedro Ludovico e Juscelino Vargas vem uma nova comissão localizadora da nova capital, comandada pelo general Caiado de Castro. Depois, com Café Filho, mais uma comissão, liderada pelo marechal José Pessoa.
Finalmente em 9 de maio de 1955, chega-se a uma definição, o terreno ficaria a 25 quilômetros a oeste de Planaltina. Embora tivesse criado a Comissão José Pessoa, o presidente Café Filho ficou vacilando sobre a desapropriação das terras, onde futuramente seria Brasília. Então, o Marechal Pessoa, junto com seu secretário, Ernesto Silva, procurou o governador de Goiás, José Ludovico, e os dois o convenceram a fazer o que o presidente não fazia.
Iniciam então ideias importantes, como integrar e modernizar o país e construir uma nação a partir de um projeto, e não ao Deus-dará.
rolantes faz a ligação com os quatro anexos, onde funcionam os gabinetes.
A inauguração do Palácio do Planalto, em 21 de abril de 1960, foi o centro das comemorações da inauguração de Brasília e marca a história brasileira, por simbolizar a transferência da Capital Federal para o centro do País, promovida no Governo do PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA. A construção do prédio começou em 10 de julho de 1958 e, até a conclusão, a sede do Poder Executivo Federal funcionou no Palácio do Catetinho – um sobrado em madeira, inaugurado em 31 de outubro de 1956, nos arredores de
Brasília.
pavimento serviço de Recepção, Portaria e Comitê de Imprensa; – No segundo pavimento estão os salões Leste, Nobre, Oeste, Sala de Reuniões, Gabinete do Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Imprensa e Gabinete de Segurança Institucional; – No terceiro pavimento estão o Gabinete da Presidente e dos seus assessores mais diretos; – No quarto e último pavimento estão instalados, a Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais e Secretaria-Geral.
parlatório, situado à direita da entrada principal, é o local de onde o Presidente e convidados podem se dirigir ao povo concentrado na praça. Foi usado no dia da inauguração de Brasília e em outras raras ocasiões. Na fachada posterior do Palácio está o heliporto, construído em 1990, com a finalidade de atender os deslocamentos aéreos de curta distância do Presidente.
A Granja do Torto é uma das residências oficiais da Presidência da República. É uma propriedade com características de casa de campo e por isto, situa-se nos arredores do Plano Piloto. Seu nome está relacionado à sua localização, na Fazenda do Riacho Torto, em Brasília. Seu primeiro morador foi Iris Meinberg, um dos diretores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), empresa pública responsável por planejar e construir a Capital Federal. Na Granja do Torto, além da casa, foi construída uma granja para fornecimento de ovos e frangos. Quando ocupou a Presidência da República, de 1979 a 1985, o general João Figueiredo residiu na Granja onde criava cavalos. São 37 hectares, incluem lago e córregos artificiais, piscina, campo de futebol, quadra poliesportiva, churrasqueira, heliporto e uma área de
mata nativa.
nessas casas. O desenho das colunas deu origem ao símbolo e emblema de Brasília, presente no brasão do Distrito Federal.
O Palácio do Jaburu
retornou ao Rio. “Se o senhor não voltar para Brasília imediatamente é melhor renunciar.” Pinotti deu o pinote, e logo estava em Brasília.
Os Candangos que aqui chegaram para construir Brasília no fim dos anos 50 fizeram do Jardim Zoológico fonte prazerosa de entretenimento e de lazer. Foi à primeira instituição ambientalista criada no Distrito Federal. Inaugurado em seis de dezembro de 1957, antes mesmo da cidade que lhe dá abrigo.
nível do solo. Para chegar até lá, o visitante percorre um túnel de piso e paredes negras, que desemboca num local de penumbra, chamado de zona de meditação. Concluído o trajeto, depara-se com a esplendorosa nave, iluminada por luz natural captada por vitrais de Marianne Peretti. O ovo
representa vida; o azul, o útero. Os anjos, dispostos em diagonal como se estivessem em voo, são os da Anunciação. As paredes têm vibração acústica, o que dispensa microfone para o celebrante das missas, ouvidas com perfeição em qualquer ponto, sem que seja preciso alterar o timbre e a altura de voz. Faça um teste mande alguém ficar na passagem da entrada e vá para o próximo vão. Fale em tom normal de voz, sem nenhum esforço. Dá para bater papo ou apenas conferir a informação. A voz leva dois segundos para se propagar até o outro lado.
prende os olhares quando vista de perto. Não é à toa que o ponto é um dos atrativos mais visitados da capital. O
projeto é de LUCIO COSTA, arquiteto e urbanista responsável pelo projeto do Plano Piloto da nova capital. Foi inaugurada em 1967 para receber antenas de emissoras de rádio e TV. No primeiro piso, o mezanino se apresenta como um amplo espaço para eventos com 360º de vista para contemplação. No interior, um painel de azulejos de Athos Bulcão transforma a visitação numa experiência completa de Brasília e sua identidade. O mirante da Torre, a 75 metros do chão, é um passeio imperdível para quem visita Brasília e quer verdadeiramente entender a disposição urbana da cidade. A vista panorâmica das Asas Sul e Norte e dos monumentos dispostos no Eixo Monumental, emoldurados pelo Lago Paranoá, é uma experiência que se deve levar na memória. A visita à Torre de TV se completa com o passeio pela fonte luminosa e pela famosa Feira da Torre, que oferece aos visitantes o melhor do artesanato e da identidade local.
A TORRE DE TV DIGITAL é o mais jovem ponto turístico de Brasília e foi reaberto em 2015. O projeto de 170 metros de altura é apelidado de “flor do cerrado” e é o último projeto de Oscar Niemeyer edificado antes de sua morte, em 2012. Localizada no Setor Taquari, a visitação acontece aos fins de semana e feriados, das 9h às 17h. Os grupos são formados na hora, por ordem de chegada, observando a capacidade dos elevadores. Após as 15h, os
colaboradores do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), instalado no local, iniciam a distribuição de senhas, para organizar o fluxo e respeitar o horário de fechamento do monumento. Os turistas e moradores da cidade passam pela cúpula mais baixa e pelo mirante da torre e são acompanhados por um guia treinado pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal. O espaço tem acessibilidade e conta com corrimãos, mapas em braile, piso tátil, rampas e vagas exclusivas no estacionamento.
Ela rouba a cena em Brasília. Os azulejos que compõem a lateral da Igrejinha tornaram-se um dos maiores símbolos da cidade. A pomba invertida – que representa o Espírito Santo – é obra de Athos Bulção; já o prédio, em formato de chapéu de freira, é projeto de Oscar Niemeyer. O pedido para fazer a igreja foi feito por dona SARAH KUBITSCHEK, em pagamento a uma promessa. Agradecida pela cura da filha, a ex-primeira-dama acelerou a construção e a Igreja Nossa Senhora de Fátima foi o primeiro prédio de Brasília a ser erguido, em 1958. Encantadora pela simplicidade, a Igrejinha reina absoluta entre duas das mais antigas quadras do
Plano Piloto, a 307/308 Sul. O interior é bem pequeno. Os afrescos originais eram de Alfredo Volpi e foram cobertos de tinta em uma reforma na década de 60. Em 2009 ela ganhou novas cores. O artista escolhido foi Francisco Galeno. A representação moderna de Nossa Senhora de Fátima – sem rosto – causou grande confusão entre os fiéis mais tradicionais. A polêmica não seguiu adiante e o belíssimo afresco permanece no interior da igreja. Se você procura um ponto para uma tradicionalíssima foto na capital, esse é o lugar! Aproveite a parede de Athos Bulcão e treine suas melhores poses. Nada mais brasiliense do que esses azulejos.